domingo, 24 de maio de 2015

Eternamente.

E se hoje te dissesse que o teu eu, é sempre o meu agora? E atrelasse a isso o carinho com que pronuncio o teu nome, o sorriso com que te relembro em pormenores? E acrescentasse ainda o facto de ter a plena noção de que só eu sei o que isto é e o quanto é das entranhas. 
É difícil qualquer pessoa que tente perceber, atingi-lo. Alguns condenam, outros desvalorizam e outros, sendo estes a esmagadora maioria, dizem-me para deixar de ser tola. Por ti, acrescento eu. Mas sim. Eu acredito em tudo. Em tudo que sinto. No quão sublime isto pode ser, se for visto deste lado da janela. 
Ao mesmo tempo, apraz me dizer que eu não tenho que justificar nada a ninguém. A não ser a mim. Nem tu, nem todo o teu eu que contemplo, necessita das minhas justificações. E verdade seja dita... O pouco tempo que tenho em que te poderia justificar, é reclamado por ti para outros assuntos, demasiado nossos para serem desperdiçados com justificações, porquês e respostas. 
Não sei porquê que isto é assim, desta forma tão assíncrona com uma vida normal vivenciada pela paixão. 
Sabes... Chamam-me louca. Por acreditar em ti. Por acreditar no que sinto. Porque acreditar em mim. 
Percebeste? Não? Bem, chamam-me louca por acreditar no amor. Além disso julgam-me, por acharem que quero uma vida perfeita, um amor lindo e tretas. Mal eles conhecem o meu coração. 
Verdade que me admito como uma eterna apaixonada. No entanto... Só tu o ouviste tão de perto, só tu o conseguiste tocar tão subtil e eternamente... Por isso, quem são eles e o que sabem, para falarem do meu coração? 
A intersecção tem de ser o único ponto. O ponto de tudo. E nós? Quantas já foram as intersecções? 
Sabes que mais? Sei que ainda me és tudo quando percebo que passados anos, sou a mesma miúda a escrever. 
Há coisas que não mudam, certo? Uma delas é eu saber que, ainda hoje, ao ouvires algumas palavras, e ao passares em alguns trilhos te lembras de tudo. 
Vamos? Agora. Já tenho carta, já não tenho medo, já sei as velocidades e já não recorro só ao travão de mão. 
Vamos? Agora. Ainda te idolatro, como ontem. Mesmo depois de todas as boas asneiras e maus erros. 
Vamos? Sim. Agora. Hoje. Já. E tornar-te-ei, eternamente, no teu eu, tão teu, de quando estamos juntos.
Vamos? Olha, sou a mesma miúda a escrever. Só quando é sobre ti. Só quando sinto à flor da pele o teu toque, o teu cheiro, o teu suspiro e o meu (teu) beijo de sempre, naquele ponto do pescoço que só tu sabes!

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