quarta-feira, 22 de abril de 2015

Apetecer.

Apetece-me. Aliás apeteces-me. Ao de leve. Só assim num sussurro, num suspiro, num toque ou num olhar. 
Apeteces-me por me apetecer. E torna-se difícil contornar isto. 
E quando a noite, subtilmente, cai em mim, apeteces-me ainda mais. Nem sei bem como. Mas no teu estado mais natural, mais tu, mais teu. Apetecível está a ser imaginar. Imaginar-te... 
Como serás realmente? O que escondes? Que mistério é esse? Eu ao menos, deixo tudo, um bocado ao descoberto... 
Hoje continuas a apetecer-me. Sim, cair nos teus braços continua a ser uma tentação. 
Num tom muito sublime acrescento: estou a resistir. No entanto, após isso, solto o ar sério e sisudo e reflito: por enquanto. 
Raios. Isto é demais.... 

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