domingo, 26 de abril de 2015

Enrolada.

Sem mais nem menos, sem porquês, sem comos e quandos, a verdade é que isto está a ficar de uma leveza completamente inapropriada. Ou então, talvez não. Porém... Acabo de me sentir enrolada, por ti!
Em vozes, em tons, em risos, em murmúrios, em lamentações, em criticas e em piadas. Tudo muito à sua maneira, do seu eu. E tão ao natural. Tão subtil e ao mesmo tempo tão atrevido.
Estaremos a pensar no mesmo? Da mesma maneira? E na mesma forma? Que eloquência tão pura.
Hoje continuarei aqui, a sentir-me enrolada, por ti. Mas não em ti. 
E isso deixa-me num estado fugaz de querer mais. De me desprender e te desprender, a ti, também. E num ato de loucura, deveras sensato, tocar-te, ao de leve, suspirar-te ao ouvido, e mostrar-te como um impulso pode ser controlado. E dessa maneira, poder adormecer, no teu peito, enquanto sorris por estar a perder a melhor parte do filme. Mal sabes tu o que o meu sono desencadeou. E que só adormeci para poder, inevitavelmente, ao pousar a cabeça no teu peito, ouvir o palpitar o teu coração, acelerado demais para quem está simplesmente refastelado num sofá a ver um filme, ao meu lado.
Tomas a proporção do que está a acontecer, acabara de me redimir. O coração bate mais devagar, reclinas a cabeça sobre mim, e também tu acabas por adormecer. Muito mais tranquilo, porque te deixaste desprender. Deixaste-me tomar conta de ti, e fazer esse feito.
A persiana ficou entreaberta, basta acordarmos aos primeiros raios do sol, só aí vamos sentir o frio, pela necessidade do manto nos cobrir e tapar toda a claridade. 

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