Hoje não temeria nada. Acordei disposta. Dormi bem... E sonhei.
Sonhei ter-te sentado nas escadas do meu prédio, somente a conversar. Daquelas conversas que não dão pano para mangas. Um bocadinho mais bloqueadas e menos fluentes que as outras.
Mas aquele desejo. Aquela vontade imprudente. Aquela pressa em resolver-se. Em resolver-te. Em resolver-me. Essa mesmo, que já outrora falei. É incrédula.
De repente só me continha para não te dizer o que queria, não para sempre, mas naquele momento. O que me fazia ficar a pensar quando me ia deitar. O que me fazia acordar e pensar. O que basicamente, e ultimamente, andava na minha cabeça.
E naquele momento a minha única vontade passava por te dizer que não queria parecer insana, não, não queria ser daquele tipo louca, queria mesmo ser a mulher decente, mas a mulher decente que te queria dizer, de forma tão honesta e sincera quanto isso mesmo que quer ser, decente: que vontade de me atirar para os teus braços, descaradamente. Tornar de tudo que possa ser mais imperfeito, a perfeição. Os teus defeitos serem a perfeição do teu imperfeito feitio.
E por esta forma direta mas muito sublime, com este exercício deveras excelso, queria expulsar tudo, desde as entranhas, e então, por-te a par do que quero, agora, neste momento. E sentir, nesse mesmo momento que te tinha tirado de ti, seria o auge. Obrigatória e intuitivamente, soltaria o sorriso. Esse, matreiro:
- Subimos?
- Sim, agora!
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